Mundo das Pulps: entre 1896 e 1950

Entre 1896 e 1950, um tipo de revista conquistou leitores de todas as idades e classes sociais: as chamadas “Pulps”. O termo “pulps” derivou-se da baixa qualidade do papel utilizado, feito a partir de polpa de celulose. Curiosamente, ao refletirmos sobre essa escolha de material, percebemos que o papel jornal atual é o mais próximo em termos de rusticidade.

O Início da Era Pulp e a Guerra Civil Americana

A publicação das “pulp stories” teve seu início alguns anos após a Guerra Civil Americana. Essas revistas apresentavam histórias rápidas e diretas, focando na missão de entreter sem demandar reflexões profundas por parte dos leitores. Esse formato atrativo tornou-se especialmente popular entre a classe trabalhadora, proporcionando uma forma acessível de entretenimento.

Era do Ouro da Ficção Científica: 1926-1946

Uma época lendária conhecida como a “Era do Ouro da Ficção Científica” emergiu em 1926 e foi até 1946. Nesse cenário, destacou-se a primeira revista do gênero e também a primeira da Era Pulp: “The Argosy”, criada por Frank A. Munsey. Munsey, editor de revistas e autor, foi creditado por conceber a ideia de produzir revistas mais acessíveis destinadas aos leitores da classe trabalhadora que não podiam arcar com custos elevados. Com um preço acessível de 10 centavos, “The Argosy” conquistou um amplo público e estabeleceu o tom para a proliferação das pulps.

The Argosy – Pulp Magazines Project

Essas revistas desempenharam um papel fundamental na disseminação da ficção científica, fantasia, mistério e aventura, influenciando significativamente a cultura popular da época. Mesmo com a transição para outros meios de entretenimento, o legado das pulps permanece, representando uma era única na história editorial, onde a qualidade do conteúdo muitas vezes superava a simplicidade do papel em que era impresso.

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