Neurose Histérica

 A neurose histérica é uma forma de neurose que se destaca por sintomas físicos ou somáticos sem causa aparente. Ela tem sido objeto de estudo desde da psicanálise, quando Sigmund Freud desenvolveu as bases teóricas para entender a psicopatologia e a mente inconsciente. A compreensão da neurose histérica não apenas revela a complexidade da psique humana, mas também tem uma explicação significativa para o tratamento e o bem-estar dos pacientes.

O termo “neurose histérica” ​​tem suas raízes na antiga Grécia, onde a palavra “hystera” significava “útero”. Naquele tempo, acreditava-se que os sintomas histéricos estavam relacionados ao útero. Foi somente na era vitoriana que a neurose histérica começou a ser reconhecida como uma condição médica legítima.

Contribuições da Psicanálise: 

A psicanálise, desenvolvida por Freud no final do século XIX, trouxe uma nova perspectiva para a compreensão da neurose histérica. Segundo a teoria psicanalítica, os sintomas histéricos surgem como uma manifestação testemunhal de conflitos inconscientes não resolvidos. A repressão de desejos e traumas não processados ​​levaria a uma conversão dos conflitos psíquicos em sintomas físicos.

Características Clínicas: 

A neurose histérica apresenta uma ampla gama de sintomas e manifestações, incluindo paralisias, convulsões, amnésia… Esses sintomas são variáveis ​​e podem migrar de um órgão ou função corporal para outro. A relação essencial entre o paciente e o médico exerce um papel na manifestação dos sintomas, com o paciente buscando inconscientemente, atenção e validação.

Tratamento:

Através da análise da transferência, da interpretação dos sintomas e da exploração do inconsciente, a psicanálise busca trazer à consciência os conflitos reprimidos e promover a resolução dos mesmos. Além disso, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) também tem sido eficaz no manejo dos sintomas histéricos, fornecendo estratégias para reestruturar os pensamentos disfuncionais e modificar comportamentos indesejados.

Relevância Contínua: 

Apesar dos avanços científicos e tecnológicos, a neurose histérica mantém sua conversão na prática clínica atual. Embora a terminologia tenha evoluído e alguns diagnósticos tenham mudado, a compreensão da interação entre fatores psicológicos e físicos é essencial para a avaliação e tratamento dos pacientes. A neurose histérica também desempenhou um papel importante no desenvolvimento da teoria psicanalítica e continua a influenciar a compreensão da mente humana e suas manifestações psicopatológicas.

Deixe um comentário

Um site WordPress.com.

Acima ↑