O Flautista de Hamelin

Escrito no século 13, o conto do Flautista de Hamelin descreve a história de um tocador de flauta que se oferece para livrar uma pequena cidade alemã, Hamelin, de uma praga de ratos, hipnotizando-os com o lindo som de sua flauta. Logo, o flautista usa deste mesmo instrumento para hipnotizar as crianças da cidade, levando-as todas embora consigo depois de um desentendimento com os locais.

Em termos de arquétipo, a ideia central do conto é que muitas vezes as ajudas mirabolantes que nos são oferecidas para nos livrar de um grande mal como uma peste, e que aos nossos ouvidos soam “boas, justas e solidárias”, podem acabar se tornando mais maléficas do que a própria praga, transformando nossas vidas em miséria e sofrimento ainda maior ao levar de nós aquilo que mais amamos (no conto do Flautista, esse bem maior está muito bem representado pelos filhos dos moradores da cidade).
Essa dor acaba sendo agravada pelo fato de que a escolha de seguir os caminhos da escuridão e do sofrimento foram tomadas de forma voluntária, pois os seguidores do maléfico se deixam hipnotizar pelos mesmos “ruídos bondosos e solidários” que a praga deveria combater.

“A estrada para o inferno está pavimentada de boas intenções.”

O Flautista de Hamelin, conto alemão do século XIII

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